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Em guerra com Eletrobrás, Aneel diz não à Amazonas Energia sobre dívida
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Em guerra com Eletrobrás, Aneel diz não à Amazonas Energia sobre dívida

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vem em guerra declarada com o Ministério das Minas e Energia e suas empresas do sistema Eletrobrás, entre as quais a Amazonas Energia.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, nesta sexta-feira, dia 26, não deu efeito suspensivo a recurso da Amazonas Energia que tentava brecar os efeitos de ordem de reembolso à Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC) de custos da geração de energia elétrica com óleo diesel, e a suspensão do reembolso de óleo diesel à concessionária referente ao consumo da usina termelétrica de Coari.

Rufino considerou que a Amazonas Energia não apresentou os requisitos suficientes para a suspensão.

Segundo ele, as últimas medidas tomadas pelo ex-ministro Eduardo Braga, senador do PMDB-AM, teriam reduzido a autonomia e poder da agência.

Nesta semana, Rufino disse ao “Estadão” que tenta anular esses atos junto ao novo ministro Fernando Coelho Filho e ao Congresso. Ele afirma que emendas de última hora foram “penduradas” na medida provisória 706 para beneficiar a Amazonas Energia e outras empresas da Eletrobrás.

“Foram colocadas novas medidas que acolhem pleitos da Eletrobrás para que a ineficiência de suas distribuidoras do sistema isolado seja coberta por recursos do Tesouro… Empresas do sistema isolado, sabidamente Amazonas, Boa Vista e Amapá, registram perdas em patamares inaceitáveis por ineficiência de sua gestão”, afirmou o titular da Aneel ao “Estadão”.

A Eletrobrás é acusada por Rufino de má gestão das empresas na região Norte, em que a Amazonas Energia figura com uma dívida bilionária com a Petrobrás pelo fornecimento de combustíveis. Seria de R$ 7,8 bilhões no fechamento de 2015, segundo publicou o Valor Econômico em 29 de abril.

Confira o despacho do diretor, publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira:

 

Foto: Usina de Mauá, em Manaus – Divulgação/Amazonas Energia

Comment(1)

  1. Privatizem a Eletrobras e suas filiais. Chega de tanto intervencionismo na nossa economia. O Brasil não precisa de um estado máximo e também não necessita de um estado mínimo e sim de um estado necessário. Estatais brasileiras= cabides de empregos.

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