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A Feia, o Bruto, o Kimono, Sérgio Moro e outras traças
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A Feia, o Bruto, o Kimono, Sérgio Moro e outras traças

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Por Thomaz Antonio Barbosa *

 

A impunidade no Brasil é imperiosa e nada mais me escandaliza.  O país vive uma guerrilha, um conflito interno que o está impedindo de crescer, de produzir, exportar, importar, vender, trocar, gerar divisas nacionais e internacionais.

É proposital, para manter interesses maiores. A grande imprensa nacional cega o povo e produz heróis e bandidos a cada instante.

Todos os dias apresentam uma nova lista de possíveis condenados que, no dia seguinte, impunes, desfilam às nossas fuças, tomando licor de pequi com campari, a bordo de uma boa Ferrari, mesmo que “todos feios”, acompanhados de mulheres bonitas. O país estaciona nesse factoide, nessa guerra de poderes, enquanto o povo endeusa um Judiciário que, apesar até de delações, não coloca ninguém na cadeia.

Essa disputa de egos está corroendo o país, dilapidando o patrimônio público, se alastrando por todos os aparelhos do Estado. E a Justiça não faz nada, observa passivamente, atrás de pilhas de processos, pirâmides de papel riscado, a sociedade escarnecer e o Brasil minguar.

O desfalque é grande e a coisa está tão preta que eu chego a acreditar que a PEC que limita os gastos é superbem-vinda neste momento. Demorou! Principalmente se congelar os gastos do Judiciário por 20 anos.

São eles que detêm os fatos, que investigam a materialidade da coisa e, no entanto, não prendem ninguém, não punem os culpados.

Virou telenovela, todo dia um capítulo novo para confundir a mente das pessoas. É uma grande cortina de fumaça para ganhar tempo e manter a mesma estrutura de poder, ao passo que, no apagar das luzes, tiram conquistas dos trabalhadores, direitos adquiridos e condenam o povo à eterna miséria e os ricos à eterna riqueza.

Acorda, pátria querida! Quem é Sérgio Moro, o cavalheiro solitário?

A Lava Jato não lava nem teco-teco, não lava a alma do povo do brasileiro, talvez lave dinheiro sujo. É preciso que sua excelência tome uma decisão, senão é a pessoa dele que vai entrar em cheque.

Quem vai ser preso então, o Grego, o Viagra? Se este for para a cadeia o Congresso não funciona no dia seguinte.

Missa na jaula é lugar comum e quem faria isso, o Sérgio Moro? Ele não coloca um molusco atrás das grades, imagine um sacramento!

O certo é que estamos diante de uma figura emblemática, ele e sua atabalhoada operação.

Vejamos: se o Lula é culpado por tudo o que foi dito e periculoso, a ponto de ter sua conversa gravada e divulgada em horário nobre, era para estar preso. Mas, se por acaso nada é verdade, quem era para estar preso é o Sérgio Moro.

A não prisão de Lula, diante da existência farta de provas, torna o juiz negligente; já a não existência delas, o torna incompetente. E se nada do que o homem da lei disse é verdadeiro, então Sérgio Moro é um grande mentiroso. Da Dilma só queriam o mandato. Agora é só silêncio, não se fala mais nisso, santificaram a “presidenta”.

As coisas caminham para não ter fim e somos obrigados a conviver com o Boca Mole, o Drácula, o Las Vegas, o Angorá, o Moleza… Tem um para cada dia do mês, cada mês do ano e, se duvidar, tem gente até para o horóscopo chinês.

Para se fazer justiça, a mulher do Cabral está na cadeia e eu já comecei a mobilizar as amigas para fazermos uma passeata em sua defesa porque a do Cunha não está. Claro, esta fica por conta do Moro e dali não saí nada, nem uma palavrinha sequer. Bom garoto!

Nessa hora o povo chega a acreditar que toda essa pirotecnia é para desviar a atenção da sociedade da necessidade de se fazer uma reforma urgente no Judiciário, pois até bem pouco não se sabia que a Justiça cometia abuso de autoridade no exercício do dever. Sim, porque foi dito às turras que se se criminalizar esse tipo de abuso, o Judiciário não trabalha.

E o remendo ficou pior que o dobrado e a cada dia a população toma mais consciência que a caixinha preta do Brasil não é o Legislativo, onde existe alternância de poder, assim como também o Executivo.

No Brasil se tira até o presidente da República, mas não se mexe no Judiciário, e é exatamente isso que nos faz ser o país da impunidade.

Porém, na queda de braço entre os poderes, o povo sempre ganha.

Tenho dito!

 

* O autor é especialista em contabilidade gerencial e controladoria, MBA em marketing, mestrando em ciências empresariais na Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal

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